Ventor 04.09.11
Quando as belezas animais
desaparecem, do nosso Planeta Azul, entre outros, animais como o lince ibérico,
o nosso planeta fica menos azul e torna-se menos belo e mais pobre.
Por isso, hoje, apetece-me
escrever, aqui, já que não posso falar, sobre o lince ibérico (Lynx
Pardinus), a que alguns chamam, o Cerval Ibérico.
O Lince Ibérico, retirado da Wikipédia atribuído
ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico"
O lince ibérico é um animal pelo qual,
julgo, valer a pena lutar pela sua sobrevivência, pois trata-se de uma espécie
ameaçada e, actualmente, existirão, segundo cálculos de especialistas, não
mais de 150 animais, no estado selvagem. Segundo calculam, estes linces
apenas existem na Comunidade Autónoma da Andaluzia, num local a que chamam
o Couto de Doñana e outro local que não recordo o nome. No entanto, segundo
outras informações, foi descoberto mais um pequeno núcleo de linces ibéricos,
num local de Léon (Leão e Castela) considerando-se, actualmente, o lince
ibérico como o felino mais ameaçado do mundo.
Existem, neste momento, quatro centros de
reprodução, em cativeiro, para linces ibéricos. Um no Parque Natural de Doñana,
centro de El Acebuche, outro em Andújar-Cardeña, outro em Zarza de
Grandilha (Cáceres) e um quarto em Silves no Algarve, o centro português
que iniciou o seu funcionamento com 20 linces ibéricos, vindos de Espanha.Os
espanhóis têm ainda um centro de aclimatação, em Guadalmellato, Córdoba.
Segundo alguns especialistas que se
têm debruçado sobre o estudo dos linces ibéricos, o peso médio destes animais,
está em pouco mais de 9 kg para as fêmeas e pouco mais de 12
kg para os machos. Porém, há informações de que os linces ibéricos nunca
passaram dos 20 kg, o que faz supor que terão havido linces que vieram
a atingir os 20 kg.
Uma maravilha da Natureza, o lince ibérico, como
podemos ver neste e em outros vídeos do Youtube
Segundo os estudos levados a efeito
no Parque Nacional Doñana, com radiotransmissores telemétricos usados no estudo
do seu habitat, a dieta do lince ibérico é composta por coelhos bravos, cerca
de 90%.
Este, com sorte, ainda poderá vir a ser grande
Tudo está contra o lince ibérico!
Ele foi submetido a caçadas
selvagens por motivos da beleza da sua pele e, ainda hoje, aparecem linces
ibéricos mortos por chumbadas de caça.
E, agora, tratando-se de um animal
protegido pelas autoridades espanholas e portuguesas, ele continua a correr
riscos enormes de desaparecer do nosso convívio. O seu habitat tem sofrido uma
intensa pressão humana, estando, por isso, confinado às zonas acima
identificadas pois, tal como todos os animais em risco, são atropelados nas
estradas e, também atingidos por epidemias, entre outras situações. Por isso, a
continuação deste belo animal na nossa companhia, dependerá muito da
solidariedade humana e da eficácia da ajuda prestada.
Para velar pelo seu futuro, as
entidades espanholas, têm feito alguns desses animais cativos para tentarem a
sua reprodução, em cativeiro. Como sabemos, já há um plano conjunto entre
portugueses e espanhóis, para tentarem salvar o lince ibérico, sendo um
objectivo desse plano a sua reprodução em cativeiro e, relançar o lince ibérico
nos seus habitats naturais, tal como a serra da Malcata, situada entre
Penamacor e Sabugal e onde se diz ainda existirem, além do lince
ibérico(?), o ginete, a raposa, a fuinha, o gato bravo, além do coelho, a
base de alimentação de todos esses carnívoros.
Por isso, seria de bom grado que a
caça ao coelho fosse proibida na Reserva e nos arredores da
própria Reserva, e isto, tanto na reserva da Malcata como em todas as
reservas e parques deste país.