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sábado, 4 de setembro de 2004

Ponto artificial

 Ventor 04.09.04

Há no nosso planeta alguns belíssimos pontos artificiais. Eu posso chamar-lhes pontos de resistência, criados pelo homem. O homem tem necessidade desses pontos artificiais. A uns permite-lhes entrar em contacto com amostras de um mundo real do seu imaginário, para comparar as hipóteses já perdidas. A outros, permite-lhes reviver os pedaços de vida que já tiveram e perderam para sempre, no total ou em parte.

 

Uma rã apreciando o seu mundo

Eles saltam de pedra em pedra, de charco em charco e nós caminhamos à procura do tempo perdido, uns, e do tempo que nunca mais virá, outros. Assim procuraremos os chamados "clusters" naturais ainda possíveis, ou artificiais que nem todos sabem preservar.

Eles sabem distribuir a dose de oxigénio, dentro e fora de água.

Sabem boiar numa espécie de colchão de praia, tal como nós.


 

Uma rã apreciando a flor

E, tal como nós, sabem apreciar as flores, cheirá-las e obter delas alguns alimentos. Este é um dos pontos artificiais montado em Lisboa por homens de bom senso que sabem apreciar tudo o que a vida tem de belo. Se não sabemos fazer, saibamos, pelo menos, apreciar.

sexta-feira, 2 de abril de 2004

Preservar o bom

 Ventor 02.04.04

Este é um exemplo de como vale a pena lutar contra tudo o que possa estar errado. Junto a uma cidade podermos usufruir destes elementos é, deveras, inquestionável! Vamos lá lutar pelo futuro. Vamos lá lutar pelo bom ambiente. Podem crer, vale a pena!

O passado deu-nos continuidade, vamos garantir continuidade aos vindouros!



Um mundo vivo

Não esqueçam o trepar dos fetos à procura de luz e vida, nós também trepamos árvores acima, queiramos ou não! Claro que os mais velhos terão de dar lugar aos mais novos e, não é por acaso que uns e outros, mais cedo ou mais tarde, acabarão por ser esventrados

para que a vida prossiga!

Este velhote está a perder o seu posto. Prepara-se para dar lugar aos jovens!


 

Isto que acabamos de ver, é aquilo a que eu chamo uma bouça!

Por acaso, passei a minha juventude em terrenos deste tipo e não imaginem como me é agradável continuar a pisar estes caminhos tão semelhantes. Por meio de uma mata tipo mediterrânica como esta, com predomínio de sobreiros, azevinhos e tantos outros arbustos conhecidos, fetos, silvas, jabardeiras e vendo esvoaçar, a nosso lado, as aves rapaces, os melros, as rolas, os gaios, as poupas, etç., e caminhando ao som da música de passarada sem fim, só nos pode dar alento para continuarmos a lutar pela preservação destes e pelo lançamento de novos nichos de vida!

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