Ventor 26.04.16
No nosso planeta existem maravilhas que nem todos podem ou sabem apreciar. No dia que elas desaparecerem, o nosso planeta deixará de ser azul. Por isso, eu continuo a direccionar as minhas caminhadas para locais onde possa continuar a apreciar tudo, ou quase, do que apreciei nos meus tempos de criança.
Eu assobiei e ela apareceu! E disse logo: «só tu é que andarias num rio destes a assobiar, Ventor»! Foi na ribeira de Barcarena
Daí, eu procurar as cobras d'água,
as toupeiras d'água (que nunca encontro), os melros d'água (que em cerca de 50
anos só vi um em Ponte da Barca), os guarda-rios (que ultimamente tenho
encontrado) e muitos outros animais. Continuo à procura de rios limpos de matos
e silvas, apesar de tudo ter melhorado um pouco. E, continuo à procura do
milho-rei!
Uma carricinha trouxe-me a libelinha, que resolveu ir à horta e a libelinha trouxe-me a cobra, embora esta me tivesse dito que veio ao assobio. «Ouvi assobiar e convenci-me que só podias ser o Ventor»
Lembrei-me de quando era pequeno, o
meu irmão apanhar uma cobra d'água no rio de Adrão e trazê-la na mão para me
pregar um susto. Eu ouvi a galhofa dele e de um dos seus companheiros de
caminhada: "vais ver o gajo ficar todo borrado"! Quando me apercebi
do que era, só disse: «anda cá com ela que faço dela um cavalo marinho e ficas
todo listado. Foi a correr, todo borradinho, levar a cobra para o rio. Nesse
tempo eu matava tudo que fosse cobra. Ele terá pensado: "o gajo dá cabo de
mim e mata a cobra"! Hoje, comigo, todos os bichos se safam.
Flor do marmeleiro a enfeitar a ribeira de Barcarena, olhando-a de cima para baixo
Mas, nas margens da ribeira de
Barcarena, para além das cobras d'água, de libelinhas, dos tira-olhos, de
patos-reais e outros, de galinhas d'água, e de muitos passarinhos, há
também, muitas flores, entre outras, as de pessegueiro, de marmeleiro e muitas
mais.



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