sábado, 8 de agosto de 2026

Os abelharucos

A beleza com que os abelharucos enriquecem o nosso Planeta Azul é enorme. Eles fazem parte dos meus encantos algarvios e outras zonas do país. Migram para refazerem ano após ano a sua pro universal mas até parece que migram só para nos encantar.
O Guarda-Rios


O guarda-rios é outro menino rei do azul e, prova-me que por onde ele existe, os nossos rios não estão poluidos

sábado, 25 de julho de 2026

Na rota do lince ibérico

    Ventor  30.04.24


Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico


A beleza do Lince Ibérico. Foto tirada da Wikipédia. Creio ser uma foto do Hongo o tal primeiro lince libertado por aqueles que tanto têm dado para tentar salvar a espécie  destes lindos animaizinhos.


Olhem que animaizinhos maravilhosos



O regresso do lince ibérico, o gato mais ameaçado do mundo

terça-feira, 30 de abril de 2024

Borboletas

   Ventor  30.04.24



Já não vejo borboletas lindas há muito tempo, embora elas sejam todas bonitas. Terei de aguardar melhores tempos, se ainda der

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Dia da Terra

 Ventor 22.04.20

É o 50º ano que se comemora este dia que devia ser do interesse de todos. Quando digo todos, é todos mesmo. Em 1970, estava eu em Lisboa no Monsanto, no GDACI (Grupo de Detecção, Alerta e Conduta de Intersecção), na Força Aérea, quando ouvi falar pela primeira vez, no Dia da Terra. Um colega meu, julgo que era da Polícia Aérea, levava um rádio na mão e, tal como ele, ouvi as notícias que teriam tido origem nos USA. 

Agora, a conclusão que tiro é que essa luta pouco ou nada tem valido, quando reparo nas estatísticas dos últimos 50 anos: a população mundial duplicou, o consumo de recursos naturais triplicou, que existem cerca de um milhão de espécies em vias de extinção, que os oceanos têm panelas de sopa de plástico com milhões de km2 de extensão e bateram um recorde de temperaturas o ano que passou - 2019. E recordo-me eu que, no navio Niassa, de regresso a Lisboa, apareceu alguém a descascar laranjas e mandar as cascas para o chão. Apareceu o comandante militar do navio, um coronel do exército: "isto não se faz! Deitam-se para o mar que o mar absorve tudo"! Pois!


Um guarda-rios, daqueles que caminham ao lado do Ventor

Também verificamos que o nosso planeta está cada vez mais a caminhar para o seu fim. Por este andar será uma questão de tempo para ser um planeta morto. Apesar de se tentar fazer alguma coisa para inverter tudo isto, somos obrigados a concluir que é pouco e que o plano de salvação da Terra se inclina cada vez mais.

Vejam o que se passa, como exemplo, com os glaciares existente nos Alpes suíços, com os glaciares da Antárctida, entre outras formas de como o aumento da temperatura vai "incinerando", passe a expressão, o nosso mundo e, ainda por cima, como ainda existe gente, na cambada política mundial que, geralmente, não passa cartão àquilo que nos entra todos os dias pelos olhos dentro - a morte acelerada do nosso planeta.

Eu posso dizer que, a partir de 2.000 me apercebi que alguma coisa foi feita nos arredores de Lisboa. Limparam-se os riachos completamente podres e mal cheirosos, onde os bichos, peixes e outros, não sobreviviam a não ser ratazanas e com essa limpeza, começaram a aparecer os peixes, passarada e, entre estes, os guarda-rios que como sabemos, eles só vão colorir de azul ribeiros com peixe. Podia passar aqui o dia todo a teclar para escrever tanta coisa que nos irá matar e não será só o coronavírus. Este apenas vem agravar e acelerar a nossa caminhada no planeta Terra.

Olhem-me esta beleza.



O nosso mundo é belo não o deixemos morrer. Quando um guarda-rios apanha peixe, significa que não há poluição, por isso eu o coloco aqui para exemplificar as melhorias dos nossos rios

sábado, 1 de setembro de 2018

Idade Geológica da Terra

 Ventor  01.09.18

Como terá evoluído o Planeta Terra segundo a visão de Woudloper um jovem geologista de Berna, Suíça, que nos deixou um diagrama que já não possuo.

Segundo Woudloper, tudo terá começado há cerca de 4.550.000.000 de anos (4 biliões e 550 milhões de anos)

Com medidas, contra-medidas e muitos sonhos pelo meio, misturados com um pouco de outras medidas e contra-medidas de outras várias ciências, o geólogo suíço e, certamente, muitos outros, terá chegado a estas várias conclusões dentro da conclusão geral desse diagrama.

Tudo terá começado há cerca de 4,550 biliões de anos! Tudo terá rolado ano após ano sem ninguém nos dizer nada mas, com ciências e imaginação ou se preferirem, muitas imaginações, nós também imaginamos os trambolhões que isto deu nos tais biliões de anos.

A Bíblia foi muito mais simples. Sete dias e está tudo feito!

Um dia para plantar as couves;

um dia para as regar;

um dia para as colher;

um dia para lhes tirar as lagartas e lava-las;

um dia para as coser;

Um dia para as comer:

e mais um dia para traçar a perna, colocar as mãos entrelaçadas por trás da carola e, ... pensar "como foi bom"!

Claro que tudo isto é muito relativo, quer nas idades geológicas quer nas histórias dos livros que a Bíblia nos conta e até parece que foi na semana passada.

Vai apetecer-me brincar, um pouco, com isto. Afinal o Planeta não é só azul! Predomina o azul mas tem uma miríade de composições de coloridas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O azul do Planeta

 Ventor 03.08.18

Para onde caminhamos?

Isto está a ficar mau. Será que o nosso planeta azul caminha decididamente para o amarelo, laranja e vermelho? Gostam de água quente para o banho? Eu também mas prefiro que saia do meu esquentador.

 

A imagem é ilustrativa. As poeiras do Sael já caminham sobre nós


Os termómetros caminham acima ou bem acima dos 40º



As rugas da cara da gente começam a ficar como as rochas que estalam no deserto 

Quando o general Leclerc, então ainda capitão, caminhava, desde o Congo Brasavil, com os homens que o acompanhavam, em socorro da França, na segunda Guerra Mundial, disse algures, que nunca esqueceria o estoirar das rochas do deserto, que se assemelhavam às metralhadoras dos alemães a fazer fogo.

Os homens que o acompanhavam, que nunca tinham ouvido o barulho das rochas do deserto ficava assustados, julgando ser o fogo do inimigo. 


Estamos metido dentro de um anel de fogo

Eu acho que nos devíamos assustar todos como aqueles valentes que, por amor à França, fizeram milhares de km cheios de perigos. Por cá, atendendo às elevadas temperaturas, só não ouvimos o crepitar das rochas porque as amplitudes térmicas são quase nulas, senão como seria?

Será que ainda há muitos anedotas a esquecer o que se está a passar? Haverá muitos atrasos de vida, tipo Trump e outros que pouco ou nada querem saber?

Até quando o nosso planeta se manterá azul?! Verde, florido e azul?

terça-feira, 20 de março de 2018

Primavera de 2018

 Ventor 20.03.18

Foi hoje ....

Foi hoje, às 16:15, que nasceu a Primavera de 2018. O meu amigo Apolo, ultrapassa o equador celeste e inicia o seu encosto mais a Norte, aproximando-se um pouco mais do Ventor.

Duas horas e pouco, antes, rodava eu no IC19, olhava sobre a copa das árvores e já a Primavera me acenava de entre os botões das novas folhas e me piscava o olho dizendo: "já estavas com saudades, Ventor"?

Claro que estava! Quem não tem saudades da minha amiga Cloris grega ou da minha outra amiga a Flora Romana? Elas são uma e a mesma coisa. E eu sou o mesmo que marcou encontro por 72 vezes seguidas. E, desta vez, mais uma vez, com a presença do meu amigo Apolo.

 

A Primavera de Botticelli

Ela sempre linda como Sandro Botticelli a pintou, destaca-se do quadro e caminha para o Ventor.

Flora, Vénus e companhias, caminham descalços no pomar

Ela aí está, no seu harmonioso pomar, em festa, junto de Vénus e demais rapaziada, usufruindo da beleza das flores. Só Botticelli a podia ver assim com tanta beleza. Mas Flora já me disse que, devido aos incêndios de 2017, iria fazer tudo para recuperar as urzes que cobriam as montanhas de flores roxas e brancas para enfeitar as caminhadas do Ventor.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Caminhar nas veigas do rio Lizandro

 Ventor 30.11.17

Hoje, ainda digo qualquer coisa, aqui, sobre o dia de ontem, na mimha caminhada por Mafra e pelo rio Lizandro.

Para caminhar juntamente com as fotos, no rio Lizandro, click na foto em baixo e pode activar o slideshow no Flicker.

Click nesta foto do Flicker e depois na setinha do slideshow

Após o almoço, uma bela feijoada feita pelo nosso amigo Checa, abandonei a malta pois eles têm sempre muito para conversar e eu, como não posso fazer ou refazer as velhas caminhadas pelas lânguas de Marrupa, desafiei a bela "lângua" do rio Lizandro, como em Maio de 2010.


Campo fértil de alfaces e quase tudo que lá semeiem

Atravessei Montesouro, até ao topo e, o local pôs-me a questão: "em frente não podes. Ou viras à esquerda ou viras à direita". Foi esta a linguagem utilizada pelas duas setas que me lançaram o desafio. Eu como falo com tudo, até com setas, disse-lhes: "vão se lixar, vou para a direita".

Assim, alarguei a estucada, com a máquina numa mão e um stick na outra. Apareceu-me um outro caminho para a esquerda mas achei que ficaria por ali junto das últimas casas. Bati estrada mais um bocadito e veio o desafio! Uma placa de pedra, junto ao alcatrão, dizia: "caminho da ribeira". Pensei logo que era aquilo mesmo. Caminho da ribeira é comigo. Tenho de ir lá baixo. E fui!

Por entre pinheiros espreito o rio Lizandro

Iniciei a descida mas sempre a olhar para trás para não me esquecer que teria de voltar e seria sempre a subir. Com a barriga cheia de feijões, carne de porco e chouriços, só podia acontecer uma de duas coisas. Ou me dava a moleza como ao alentejano, ou teria energia suficiente para desfazer na descida e na subida. Quando comecei a ver o Lizandro, cheguei à conclusão que, afinal, não era tão longe como isso, além disso o caminho de tractor não era mau. Só os medronheiros me fizeram parar e logo na primeira paragem, uma perdiz saiu arvorada rumo ao rio gritando: "raios Ventor, que me pregaste um susto. Estava quase a dormir"!


É bela a veiga do rio Lizandro

Voltei a parar para deixar que os meus olhos se espraiam-se sobre aquela bela veiga do rio Lizandro e pôr a minha máquina a trabalhar. "buscam e tragam porque os dias já são mais curtos e eu não posso ir embora sem levar muitas alfaces comigo e o rio Lizandro. Atravessei um pontão só para dizer a mim mesmo que estive do lado de lá. Fotografei também aquelas belas árvores amarelas que parecem cheias de trícia e um pouco sacudidas com o vento, uma aragem forte e fria, me acenavam como podiam.


É uma maravilha o Outono no Lizandro mas a minha amiga Primavera solta comigo por ali, ai,ai

E chegou a parte pior. Iria dar início à subida. Ainda pensei dirigir-me na direcção do rio, rumo a oeste, e subir mais lá em baixo, como tinha feito em Maio de 2010 e tentar observar se a pia do fontanário ainda teria por lá o tritão. Só que dessa vez a subida foi às custas do tractor. Seria mais ou menos a mesma coisa mas, e eu encontrava o caminho desejado? Na Pedrada não me perco mesmo com nevoeiro mas no Lizandro mesmo num dia bonito, cheio de sol, pode ser diferente. Por isso subi pelo mesmo sítio por onde tinha descido.


Rio Lizandro e a sua veiga

Voltei a atravessar Montessouro, ao contrário, e lá cheguei junto da malta onde fui bem recebido pelos lindos gatos do meu amigo Joaquim que amavelmente me informaram que me ficaram a ganhar encostadinhos ao carro, a receber aquele belo solinho de outono. Lá pela primavera, poderá haver mais Lizandro por outra descida, com caminhada à esquerda e pela subida de ontem. Ontem fiz a caminhada e hoje ainda gosto mais pois continuo a dar, mentalmente, as mesmas passadas.

sábado, 28 de outubro de 2017

Aranhas e vespas

 Ventor 28.10.17

Hoje, sentado aqui, caminhando com Todos os Santos, recordo uma parte da tarde que vivi, em redor do Lugar do Sol, no domingo, 29.10.2017, no dia que o meu amigo Santiago fez anos. Como sempre, deixei-os a brincar, a conversar, a comer, a beber e, fui dar a minha caminhada do costume.

Caminhava quase sem companhia. Onde costumo caminhar entre flores lindas, coelhos, perdizes, mochos e muita passarada, caminhava com tudo seco por onde esvoaçavam alguns pássaros e lá por cima, bem alto, uma águia. Por fim, no meio daquela monotonia, onde só via secura, um grupo de pinheiros, uns carrascos com bolotas quase do tamanho deles, tudo cercado pelo horizonte com a serra de Sintra na sua linha, lá me apareceu a aranha de cruz para me animar.

A aranha de cruz 

Mas foi o diabo para a fotografar. Creio que ela construiu a sua teia com inteligência. Tinha algo na boca, uma peça da sua caçada na despensa e outro insecto preso, ainda vivo que, julgo, não correu para ele para o embrulhar, por minha causa. Mas ficou lá preso a tentar a liberdade.

Recordo-me que, quando era puto, na serra de Soajo, no monte chamado Gondomil, frente ao lugar de Adrão, foi onde vi as maiores aranhas de cruz até hoje. Faziam as teias de urze a urze e quando eu corria monte adiante, ou monte abaixo, às vezes até me sentia caçado naquelas teias gigantes. Só ficava descansado quando me apercebia que a aranha não estava na teia que me enrolava.

Continuei a minha caminhada por entre tojos e carrascos e fui dar com esta bicharoca, mais comprida e, também, tal como a aranha de cruz, é uma aranha de jardim. 

Uma aranha de jardim, Argiope trifasciata que aparece por todo o mundo

Esta também foi difícil de fotografar. Elas constroem as teias em locais quase inacessíveis para poderem estar à vontade e ninguém as perturbar. Cães, raposas e outra bicharada passam por baixo e deixam a teia intacta e os insectos são caçados com a mestria que conhecemos. As suas teias podem atingir um diâmetro de 60 cm e um comprimento de tela até 2 metros, conforme o tamanho da aranha.

Vespas 

Em tempos, no Borel, na Amadora, encontrei uma aldeia no solo e não sabia de que seria aquilo. Eram vários buracos no chão duro como esse. As vespas eram de outra espécie e, enquanto eu as observava, tal como se de uma colmeia se tratasse, entravam umas e saíam outras, buracos dentro, buracos fora.

Essa espécie, na foto em cima, nem sei porque não me picaram. Elas saíam em grupo e entravam em grupo nesse único buraco mas achei engraçado como elas têm um sistema de defesa. Eu aproximava-me e elas entravam todas no buraco, eu afastava-me e elas saíam em grupo do buraco. E fiz aquilo várias vezes para confirmar. Passos em direcção do buraco e elas buraco dentro, passos atrás e elas buraco fora. Por fim fui-me embora não fosse o diabo tece-las.

E, hoje, cá estou eu a viver momentos passados. A viver hoje, os momentos de um dia anterior com os nossos companheiros de caminhadas neste belo Planeta Azul.

Os abelharucos

A beleza com que os abelharucos enriquecem o nosso Planeta Azul é enorme. Eles fazem parte dos meus encantos algarvios e outras zonas do paí...